top of page

Dar voz aos jovens - Os jovens na sociedade e a importância que têm nas mudanças de pensamento


A sociedade atual é representada basicamente por quatro gerações que em muito se distinguem. Pioneiros de diferentes ideais, testemunhas de diferentes épocas e, por conseguinte, de diferentes realidades, coabitando na Nova Era da globalização representam papéis também distintos – esta diversidade é, a meu ver, o grande alicerce das comunidades contemporâneas.


A geração nascida nas décadas 40 e 50, na grande explosão populacional pós Segunda Guerra, foi testemunha principal de eventos como a Guerra Fria e a Guerra do Vietname que influenciaram fortemente os ideias defendidos na época. Os baby boomers foram os defensores da paz e do amor, criadores do movimento hippie e apologistas da liberdade e da consciência da igualdade. Viveram também os primeiros tempos do real desenvolvimento dos meios de comunicação.


A geração X, nascida nos anos 60 e 70, envolvida num contexto difícil de instabilidade mundial, cresceu seguindo valores como a ambição, o trabalho árduo e honesto e o individualismo. Por isso mesmo, são os que mais facilmente se adaptam, até hoje, às mudanças constantes da sociedade.


A geração Y (nascidos entre 1980 e 1995), também conhecidos como os millenials, viveram o início da globalização, começando na era analógica e transitando depois para o digital – para eles a ambição e o trabalho são também valores importantes mas num domínio ainda mais exigente, quase narcisista.


E nos ombros destas três grandes gerações, consciente das vivências marcantes e das mentalidades por elas defendidas, vive a geração Z, os nascidos depois do ano de 1995. Desde sempre habituados à tecnologia, com acesso livre a todo o tipo de informação, os jovens de hoje são os agentes da transformação: com “a faca e o queijo na mão” os que hoje começam a integrar grupos de destaque nas comunidades, nas próximas décadas serão os protagonistas de eventos marcantes, com papéis importantes no iminente processo de evolução social, política e económica. Dotados da capacidade de domínio da internet e imersos na cultura de partilha rápida e eficaz de informação, serão – e já são – capazes de amplificar a sua voz e fazer acontecer. Preocupados com causas maiores, livres e independentes, reconhecendo os sacrifícios dos que vieram antes, os jovens de hoje caminham num sentido de preservar o presente, valorizando o passado e lutando por um futuro melhor para eles e para os que virão depois.


Os que são hoje apenas filhos e netos amanhã serão os pais e avós que deixarão um legado e inspirarão as novas gerações, ensinando o lado positivo da mudança e a importância do respeito e da cooperação, bem como uma nova mentalidade de defesa dos direitos humanos e preservação do meio-ambiente – acredito que este é e continuará a ser o papel da geração mais nova na sociedade do século XXI: a transformação. Maria Carolina Ferreira

Estudante

Comentários


bottom of page