Dar Voz aos Jovens - Participação Política
- JSD/Faial

- 20 de ago. de 2020
- 2 min de leitura

De um ponto de vista inicial é visível a importância dos jovens tornarem-se pessoas ativas na sociedade, sendo que é nesta fase da vida, após terminarmos os estudos que surge a necessidade de procurar o primeiro emprego, e consequentemente, acabamos por emergir como membros mais ativos na sociedade. Deste modo, é inegável que é como jovens que devemos entrar e envolvermo-nos na política local, ora direta ora indiretamente, pois, são as políticas do presente que irão moldar o futuro da nossa sociedade.
A participação política revela-se assim, importante para chegar a um maior consenso da democracia, assentando no sufrágio, onde através do voto podemos eleger o nosso direito à democracia. Deste modo, não usufruir deste direito significa deixar os restantes votos escolherem por nós, poderão dizer vocês que o vosso voto não irá fazer diferença, mas o que é certo é que se formos 1000 pessoas a pensar assim, o peso desse total é muito diferente de apenas o nosso voto. Em 2019 a abstenção atingiu o recorde nas legislativas e a tendência a crescer tem sido sistemática, sendo que de um ponto de vista regional os Açores foram o círculo eleitoral onde as mesas de voto tiveram menos eleitores. Exercer o direito de voto é fundamental para todos e para os jovens não é exceção, sendo que é através do mesmo, que nós, como jovens podemos expressar as nossas maiores preocupações para o futuro e votar num partido em que nos identificamos, por questões económicas, ambientais, culturais ou por quaisquer outras questões.
De um ponto de vista mais amplo, a participação política não tem de ser apenas realizada através do voto, e pode ser realizada de diversas formas durante a nossa rotina quotidiana, pois a política surge como uma forma de viver em sociedade e está presente em todos nós, pois, todas as atividades realizadas em sociedade envolvem uma atividade política, assim, para aqueles que não revelem interesse direto na política podem sempre optar por outras formas de participar na sociedade, ora culturalmente, desportivamente, ambientalmente, entre outros. No nosso meio faialense podemos identificar a AJIFA como instituição para fomentar a participação dos jovens na sociedade faialense ou as juventudes partidárias com o intuito de estimular a partição política.
Pessoalmente, admito que ainda não sou tão ativo como gostaria, mas que quanto mais “cresço” do ponto de vista pessoal, mais interessado fico pela política local, regional e nacional, e, deste modo, mobilizado para participar na mesma. Sendo algo que desejo acrescentar no meu futuro, aceitei o convite para realizar este texto opinativo ao qual agradeço esta oportunidade.
Luís Miguel
Licenciado em Administração Pública




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